Diário Escambo 3
O Clube de Cinema já colocou no ar os vídeos do Festival Escambo 2011. Para quem quer relembrar como foi o Festival e o Congresso Estadual basta clicar. Para quem não foi, fica a dica!
Confira o primeiro diário:

A penúltima atração da última noite do Festival Escambo 2011 foi Celso Moretti, fazendo a galera balançar no ritmo do reggae. Acompanhado pela banda Barraco de Aluguel, que esse ano completa 13 anos, fez um show elaborado e comovente, carregado de experiências e de verdade.
A vida de Celso mostra isso. Tendo morado na favela Vila Nova Brasília em Contagem/MG até os seus 26 anos de idade e é cantor e compositor de Reggae desde 1984. Criador do Reggae Favela, que ele caracteriza como a soma de sonoridades do seu cotidiano acoplados ao reggae jamaicano, faz música é responsável e séria. Seu reggae não é ligado a filosofia rastafari e nem a luais de finais de semana. A sua música tem cunho político e social, e segundo ele “é música de construção”, que procura de alguma maneira construir um bem estar social.
O pessoal de Sabará sentiu isso e a praça Melo Viana pediu bis ao fim do show. Música verdadeira, que passa a mensagem certa vai sempre encontrar um ouvinte receptivo. E é isso que o músico vem fazendo. Que continue assim!
O mineiro Rodrigo Borges se apresenta no Festival Escambo com canções suaves que marcam o lançamento de seu primeiro CD, “Qualquer palavra”, dentro da programação do Conexão Vivo. O CD conta com as participações de Lenine, interpretando a faixa do título e Lô Borges.
Rodrigo Bordes já se apresentou ao lado de Milton Nascimento, Marina Machado e dividiu palco com nomes
da música brasileira como Cássia Eller, Arnaldo Antunes e as bandas Ira! e 14 Bis.
Atualmente, desenvolve trabalho de composição em parceria com Gabriel Guedes, filho de Beto Guedes. Para o Escambo 2011, preparou as canções que embalam casais sabaraenses no domingo fresquinho, leve e prazeiroso.
Domingo bonito na praça Melo Viana e que sem apresenta é o Projeto Lise, de Daniel Nunes. As composições que absorvem a música contemporânea, eletrônica e ambiente e partem de temas instrumentais e experimentação de novas sonoridades.

Seu som dialoga com diversas linhas artísticas em uma bela experimentação que abre a última noite do Festival Escambo já deixando um gostinho de “poxa, tem mesmo que acabar?
E os atrasadinhos que estiverem em casa podem acompanhar a @webradiofde, que tem feito a transmissão ao vivo no link http://bit.ly/radiofde3

Eita, ele pulou do palco!
Arthur Pessoa, vocalista de Cabruera, pula do palco e faz uma ciranda. Canta, pede para todos darem as mãos e passa um astral único para o público presente na praça Melo Viana.
É assim que o grupo Cabruera se apresenta em Sabará pela primeira vez e contagia a galera que pula, chacoalha, canta, sorri para a banda no palco e pede outra, mais outra, mais outra.
A banda reúne músicos com diversas influências, que vão desde o cancioneiro popular da Paraíba, até a música eletrônica. Já realizou diversas turnês no Brasil e no exterior e gravou os CDs Cabruêra (2000), Samba da Minha Terra (2004), Sons da Paraíba (2005) e Visagem(2010).
Os músicos de Campina Grande (PB) tem vasta experiência musical e já realizaram várias turnês no Brasil e exterior. Com inúmeras participações em festivais, têm um domínio de palco que se traduz cada vez que o público se percebe olhando fixamente para a banda, interagindo com toda a performance dos gestos bem marcados e notas musicais pontualmente exatas, transmitidas durante a apresentação.

O rapper Renegado foi a terceira apresentação deste último sábado. Sua mistura de hip hop, rap, reggae, além de batidas em que se pode perceber pequenas pitadas latinas como o samba fez aquecer a fria noite de sábado para toda a galera presente na praça Melo Viana, em Sabará.
Ele apresentou canções conhecidas pelo público e mostrou porque tem circulado pelo país, colhendo os frutos do álbum “Do Oiapoque a Nova York”, de 2008, lançado em 3 formatos (CD, SMD e Digipack) e que vendeu mais de 7 mil cópias de forma independente.
Flavio Renegado é a penúltima apresentação do palco aberto do sábado, mas deixa uma mensagem de que a noite estava só para começar: “Se precisar de artista eu sinto muito não e comigo/ Se precisar de um boêmio! Tô envolvido”.